1º SEMINÁRIO DA HISTÓRIA DA REFORMA

Tive o grande privilégio de falar, hoje à tarde, no 1° Seminário sobre a História da Reforma, na 19ª Consciência Cristã, em Campina Grande. Esse seminário ocorreu no bonito templo da Igreja Presbiteriana Central.

Cabem nesta igreja 800 pessoas. Havia cerca de 1100 pessoas, muitos sentados no chão ou em cadeiras de plástico nos corredores.

O povo de Deus ávido em conhecer sobre a Reforma Protestante do século 16.

Que Deus seja louvado e use tal interesse para uma transformação da igreja brasileira. Que esta, de fato, se torne cativa à Palavra de Deus e, desta forma, transforme a sociedade brasileira.

“Já que me pede uma resposta simples, darei uma que não deixa margem a dúvidas. A não ser que alguém me convença pelo testemunho da Escritura Sagrada ou com razões decisivas, não posso retratar-me. Pois não creio nem na infalibilidade do papa, nem na dos concílios, porque é manifesto que frequentemente se têm equivocado e contradito. Fui vencido pelos argumentos bíblicos que acabo de citar e minha consciência está presa na Palavra de Deus. Não posso e não quero revogar, porque é perigoso, e não é certo agir contra sua própria consciência. Que Deus me ajude. Amém.” (M. Lutero, 1521)

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CUIDADO COM O ALEMÃO!

Edições Vida Nova acaba de lançar no Brasil o livro de Tiago Cavaco, “Cuidado com o alemão”, a propósito dos 500 anos da Reforma Protestante.

A obra pode ser adquirida nas livrarias ou diretamente com Vida Nova: http://bit.ly/2lw60m7

Segue trechos da apresentação brasileira desta ótima obra, que tive o privilégio de fazer:

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O que aprender de Martinho Lutero, um pregador, professor e escritor cristão alemão que escreveu com “som e fúria” há 500 anos atrás, numa época de convulsão e transição, na Europa Central?

É a essa questão que se propõe responder Tiago Cavaco, pastor batista que serve na Igreja da Lapa, na belíssima Lisboa, capital de Portugal, “a proa da Europa”, e que nos séculos 15 e 16 – a mesma época que forjou Lutero – se tornou “o primeiro império global”.

Nesta nova obra, Tiago oferece-nos um panorama da vida de Lutero, tratando da gênese da palavra “protestante” e enfatizando a justificação graciosa recebida pela fé somente […], “a doutrina que dá aos protestantes a sua exuberância”, como diz o autor, e o tema central da Reforma Protestante, redescoberta a partir da ênfase na suficiência da Escritura Sagrada […].

Posto isso, o autor se debruça sobre três questões importantes da Reforma alemã do século 16 para nós, na atualidade.

O que o autor chama de a “primeira dentada” que Lutero dá em nossa época é o entendimento bíblico e reformado sobre a maldade que impera em nossos corações, quando sem Deus e sem Cristo no mundo. […]

Na “segunda dentada” de Lutero, Tiago aborda a importância que o reformador alemão dava ao ensino, especialmente à educação dos nossos filhos. […]

A “terceira dentada” de Lutero, dada em nossa época, relaciona-se com a música e as artes em geral. […]

Como Tiago afirma, provocadoramente, em certa parte do livro, “todos os pastores protestantes que nunca leram sermões de Lutero deviam ser despedidos. E envergonhados publicamente”. […]

O leitor encontrará, também, abundantes referências culturais, como músicas, filmes, livros clássicos e populares, numa criativa e perceptiva interação com a cultura – o que pressupõe robusto entendimento da graça comum e do mandato cultural. […]

Se o leitor está desconfortável diante da crise e mal estar que grassa na cultura ocidental e também se aflige com o estado das igrejas cristãs, e ainda assim, clama por “algo para acreditar”, esta preciosa obra de Tiago Cavaco o ajudará a encontrar o Senhor nos Altos Céus, que se agrada de responder por meio de Cristo as orações daqueles que clamam com fé, perdoando e sustentando por sua graça graciosa.

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UMA AMOSTRA DA ESQUERDA PROGRESSISTA “EVANGÉLICA”

Para efeito didático, trago aqui alguns exemplos do nível de argumentação que alguns esquerdistas costumam assumir contra meus textos.

Quem são eles? Dois deles acham razoável que o comunista “meta uma bala na cara” de crente ou saia “matando […] religiosos desgraçados”. Esses são os únicos que não são cristãos. Todos os seguintes se declaram cristãos: professores municipais com erros de português e cheios de proselitismo; pastores que se comportam como cortesãos do PT e propagam a narrativa do “golpe”; mulheres que acreditam na síntese entre feminismo e cristianismo, mas se expressam de um modo muito pouco piedoso. Uma jovem afirma que “leu alguns trechos” da minha obra, mas mostrou desconsiderar os vínculos muito bem documentados ali entre comunismo e nacional-socialismo, que eram estados-espelho, bem como a farta bibliografia que indiquei e que compara as duas sociedades opressivas e opressoras.

Tudo isso ilustra a ira que meu livro Contra a idolatria do Estado costuma suscitar entre adeptos da extrema-esquerda. Quando escrevi os ensaios que deram origem ao livro, em 2013, um bolsista do governo PT que morava e estudava na Inglaterra publicou críticas aos mesmos num blog esquerdista. Eu lhe respondi aqui: http://bit.ly/2m9mfmI. Depois de ter criticado os textos antigos sem entendê-los – e isso só pode denotar ou dificuldade cognitiva ou desonestidade intelectual, parece que agora ele inventou a modalidade de resenhar uma obra sem ler. Além disso, acusou-me duas vezes de ter editado um de meus textos on line após a publicação de seus panfletos. Tudo isso diz muito do caráter do rapaz. Os comentários dele foram deletados antes que eu pudesse fazer printscreen, mas ele sabe o que escreveu.

Todos esses “portadores do amor universal” são adeptos devotos da igreja vermelha do politicamente correto, uma verdadeira “roda de escarnecedores”. Julgam-se superiores moral, intelectual e espiritualmente. Mas são apenas desagradáveis. Suas doutrinas são o fanatismo ideológico, a idolatria ao Estado, o ódio político, a gramática vulgar e a empulhação intelectual. São gente alheia à realidade de um país em frangalhos que eles mesmos, como propagandistas da esquerda, deixarão como legado para várias gerações de brasileiros – pois apoiaram o projeto criminoso de poder do PT, que não só fracassou, mas destruiu nossos valores e riquezas. Em suma, eles quebraram o Brasil.

Algumas dessas pessoas, apesar de se declararem evangélicas, mostram que provavelmente não são, tanto por seu linguajar e mau testemunho quanto por defenderem partidos, políticas e ideologias contrárias à fé cristã.

Que venham a conhecer o Evangelho de Cristo Jesus, que os libertará dessas mentiras e maus procedimentos.

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IGREJA E CONFESSIONALIDADE

A igreja cristã é chamada a confessar sua fé (Mt 10.32-33; Rm 10.9-10). Tal afirmação solene pode e deve ser expressa por meio de confissões de fé, que são afirmações dos pontos essenciais da fé cristã, com as quais se espera que os cristãos concordem.

Uma confissão de fé que tem sido empregada por igrejas independentes é a Declaração de Fé da Coalizão Evangélica (The Gospel Coalition, TGC):http://www.ministeriofiel.com.br/declaracao_fe.

A Igreja da Trindade, em São José dos Campos-SP, que adotou esta Declaração de Fé, tem estudado seus artigos em suas reuniões semanais.

Para igrejas e ministérios que adotam esta declaração de fé, recomendo o livro “O Evangelho no Centro”, organizado por D. A. Carson e Timothy Keller e publicado pela Editora Fiel, como um texto de apoio para aqueles que quiserem ensinar ou aprofundar os temas desta Declaração.

Como Carson e Keller afirmam no primeiro capítulo do livro, escrito por ambos: “Procuramos identificar e fortalecer o centro evangélico confessional. Cremos que importantes aspectos do entendimento histórico do evangelho bíblico estão a perigo de ficarem desordenados ou perdidos na maioria de nossas igrejas atuais. Isso inclui a necessidade do novo nascimento, justificação somente pela fé, e expiação pela propiciação e morte substitutiva de Cristo. Procuramos manter e fortalecer nosso entendimento dessas doutrinas, não apenas citando as grandes formulações teológicas do passado, mas também mediante continua e renovada interação com a própria Escritura, trabalhando juntos para produzir a Declaração Confessional da Coalizão Evangélica. […] Um de nossos alvos era extrair nossa linguagem tanto quanto possível da própria Bíblia. […] Para manter a unidade entre nós e persuadir os nossos leitores, procuramos expressar nossa fé, no quanto foi possível, em categorias bíblico-teológicas. […] Somos unidos pela convicção de que aquilo que nos une – os componentes doutrinários centrais do evangelho — e muito mais importante do que aquilo que nos divide” (p. 11-12, 14).

[No link da Editora Fiel a parte de “Afirmações e Negações” não faz parte da Declaração de Fé]

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O DEVER DE RELEMBRAR O HOLOCAUSTO: “TESTAMENTO”

Durante a II Guerra Mundial, cerca de 6 milhões de judeus foram assassinados pelo regime nacional-socialista alemão em campos de extermínio (Vernichtungslager) espalhados sobretudo no leste europeu, construídos especificamente para a matança organizada – e que devem ser distinguidos dos campos de concentração (Konzentrationslager).

A história de “Testamento” começa em 1936 e segue até 1945, cobrindo a ascensão política do nacional-socialismo na Alemanha, passando pelo recrudescimento do antissemitismo, a invasão da Polônia e, finalmente, o extermínio sistematizado dos judeus. E este é o pano de fundo para se recontar a juventude de Magneto, antes da manifestação de seus poderes mutantes e dele se tornar o maior vilão dos X-Men – uma origem bem diferente da retratada no primeiro filme dos X-Men (2000).

O garoto, de família judia vivendo na Alemanha, presenciou os horrores da Segunda Guerra Mundial e foi levado para o campo de extermínio de Auschwitz, onde trabalhou como Sonderkommando e viu milhares de prisioneiros serem dizimados – somente em Auschwitz foram mortos cerca de 1,1 milhão de judeus, poloneses e prisioneiros soviéticos.

O que torna esta história bem realista é que tudo o que acontece na história aconteceu realmente – há dezenas de referências a acontecimentos reais da II Guerra Mundial –, tirando a história de Max Eisenhardt (o verdadeiro nome de Magneto). “Testamento”, além de leitura obrigatória para os fãs dos X-Men, é excelente recurso para ensinar a estudantes do ensino médio e fundamental sobre os terrores que acompanham a ascensão de regimes populistas e totalitários, tais como o Holocausto.

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SOBRE OS “CRISTÃOS PROGRESSISTAS”

Os assim chamados “cristãos progressistas” (alcunha que não é nova, e foi usada, por exemplo, na Polônia, nas décadas de 1950 e 1960 para caracterizar os católicos que apoiaram os comunistas) se notabilizam, hoje, no Brasil, seguindo a nova esquerda, por entender que a classe que salvará o mundo será a dos “excluídos” e das minorias: mulheres, negros, homossexuais, índios, etc. E dão status de dogma a temas como união civil de pessoas do mesmo sexo, aborto, maioridade penal e todo tipo de estatismo. São adeptos devotos da igreja vermelha do politicamente correto, se veem como parte de um tipo de nova ordem religiosa, totalmente leais ao Partido e ao santo graal da Ideia. Todos aqueles que não concordam com eles são tratados, simplesmente, como “não-pessoas”. E alguns de seus autores prediletos são Jürgen Moltmann, Hans Küng, Paul Tillich, Rob Bell, Brian McLaren, John Howard Yoder, Rosemary Radford Ruether, Leonardo Boff, Frei Betto, Gustavo Gutiérrez, Severino Croatto, entre outros.

Mas a defesa veemente desses temas são sinais de um mal maior. Até que ponto esses “cristãos progressistas” não têm reinterpretado profundamente a fé cristã, tornando-a em algo amorfo, totalmente distinto daquilo que se pode receber como revelação de Deus nas Escrituras Sagradas?

Parece que há, da parte desses “cristãos progressistas”, uma ruptura com “aquilo que foi crido em todo lugar, em todo tempo e por todos [os fiéis]” (Vicente de Lérins); isto é, esses “cristãos progressistas” se caracterizam não só por um afastamento, mas por uma rejeição de todo o ensino consensual entre os cristãos legítimos: a crença no Deus uno e trino, em sua revelação infalível e autoritativa nas Escrituras Sagradas, no pecado original e pessoal, na salvação exclusiva pela livre graça, no nascimento virginal de Cristo Jesus, em seu sacrifício sangrento na cruz, expiatório e substitutivo, em sua ressurreição corporal e em sua segunda vinda, única, visível e pessoal.

Havendo, de fato, tal cisão, perguntamos: como reconhecer esses ditos “progressistas” como cristãos? Até que ponto — uma vez que há um afastamento do ensino consensual cristão, como resumido nos antigos credos, aceitos por todos os ramos da fé cristã — não se deve considerá-los como “cavalos de Tróia”? Pois estes têm por alvo subverter os alicerces mais básicos da fé e da ética cristã para que a Igreja seja controlada (Gleichschaltung), subordinando-a à agenda do Partido/Estado, com sua agenda inflexível e colossal.

E, parece-me que, com a derrocada da esquerda na esfera pública, esses “cristãos progressistas” dobraram a aposta, sobretudo, na esfera eclesial, propagandeando com virulência militante suas crenças e valores.

Mas toda noção de cristianismo foi subvertida pelos “cristãos progressistas”, subordinados que estão a uma Ideia. Se isso é assim, estes não podem ser reconhecidos como cristãos, pois colocaram fé na Ideia, não na Revelação. Ao fazerem isto, tornaram-se gnósticos, e nunca é demais lembrar que gnosticismo não é cristianismo.

“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregue um evangelho diferente do que já vos pregamos, seja maldito. Conforme disse antes, digo outra vez agora: Se alguém vos pregar um evangelho diferente daquele que já recebestes, seja maldito.” (Gl 1.8-9)

“Depois de exortar a primeira e a segunda vez alguém que causa divisões, passa a evitá-lo. Sabes que tal indivíduo perverteu-se, vive pecando e já condenou a si mesmo.” (Tt 3.10-11)

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TEMER NA ENCRUZILHADA

Michel Temer chegou à vice-presidência em 2011 com votos de petistas e demais esquerdistas. Com o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, ele assumiu a presidência contando com boa vontade de grande parcela da população, cansada dos descalabros dos socialistas.

Agora, Temer está numa encruzilhada. Ele tenta salvar os caciques do PMDB da Operação Lava Jato ao mesmo tempo em que tenta salvar o país.

Está a perigo de perder ambos.

A paciência da população está se esgotando.

Os movimentos de rua que ajudaram a apear do poder a desastrada ex-presidente do PT – NasRuas, MBL e Vem Pra Rua – convocaram manifestações para domingo, 26 de março, em apoio à Lava Jato e pelo fim do foro privilegiado.

Como Rogério Chequer afirmou: “Apesar de várias coisas boas que o governo está fazendo, estão buscando impunidade para políticos, e isso o povo não pode tolerar.”

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UM CONVITE À CONFISSÃO E INTERCESSÃO

No passado, em momentos críticos ocorridos na igreja ou na sociedade, o povo de Deus se unia em jejum e oração, para implorar perdão e santa visitação da parte do Deus uno e trino, o criador soberano.

Portanto, vamos nos juntar em oração constante pela nossa nação. Separe um ou mais horários em sua rotina diária para orar. Converse com o seu pastor e considere dedicar uma parte nos cultos do(s) próximo(s) domingo(s) para confissão de pecados, quebrantamento e intercessão, suplicando para que Deus visite com seu Espírito Santo sua igreja, a cruz de Cristo Jesus seja magnificada, e graça e misericórdia sejam concedidas ao povo brasileiro.

Oremos sem cessar!

“E Abraão continuou: Não se ire o Senhor, pois falarei só mais esta vez. E se achares ali dez [justos]? O SENHOR concordou: Não […] destruirei [a cidade] por causa dos dez [justos].” (Gn 18.32)

“Se eu fechar o céu para que não chova, ou se ordenar aos gafanhotos que devorem a terra, ou se enviar a praga entre o meu povo; e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar e buscar a minha presença, e se desviar dos seus maus caminhos, então ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra. Os meus olhos estarão abertos e os meus ouvidos atentos à oração que se fizer neste lugar.” (2Cr 7.13-15)

“Antes de tudo, exorto que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e serena, em toda piedade e honestidade.” (1Tm 2.1-2)

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