IGREJA E CONFESSIONALIDADE

A igreja cristã é chamada a confessar sua fé (Mt 10.32-33; Rm 10.9-10). Tal afirmação solene pode e deve ser expressa por meio de confissões de fé, que são afirmações dos pontos essenciais da fé cristã, com as quais se espera que os cristãos concordem.

Uma confissão de fé que tem sido empregada por igrejas independentes é a Declaração de Fé da Coalizão Evangélica (The Gospel Coalition, TGC):http://www.ministeriofiel.com.br/declaracao_fe.

A Igreja da Trindade, em São José dos Campos-SP, que adotou esta Declaração de Fé, tem estudado seus artigos em suas reuniões semanais.

Para igrejas e ministérios que adotam esta declaração de fé, recomendo o livro “O Evangelho no Centro”, organizado por D. A. Carson e Timothy Keller e publicado pela Editora Fiel, como um texto de apoio para aqueles que quiserem ensinar ou aprofundar os temas desta Declaração.

Como Carson e Keller afirmam no primeiro capítulo do livro, escrito por ambos: “Procuramos identificar e fortalecer o centro evangélico confessional. Cremos que importantes aspectos do entendimento histórico do evangelho bíblico estão a perigo de ficarem desordenados ou perdidos na maioria de nossas igrejas atuais. Isso inclui a necessidade do novo nascimento, justificação somente pela fé, e expiação pela propiciação e morte substitutiva de Cristo. Procuramos manter e fortalecer nosso entendimento dessas doutrinas, não apenas citando as grandes formulações teológicas do passado, mas também mediante continua e renovada interação com a própria Escritura, trabalhando juntos para produzir a Declaração Confessional da Coalizão Evangélica. […] Um de nossos alvos era extrair nossa linguagem tanto quanto possível da própria Bíblia. […] Para manter a unidade entre nós e persuadir os nossos leitores, procuramos expressar nossa fé, no quanto foi possível, em categorias bíblico-teológicas. […] Somos unidos pela convicção de que aquilo que nos une – os componentes doutrinários centrais do evangelho — e muito mais importante do que aquilo que nos divide” (p. 11-12, 14).

[No link da Editora Fiel a parte de “Afirmações e Negações” não faz parte da Declaração de Fé]

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UM CONVITE À CONFISSÃO E INTERCESSÃO

No passado, em momentos críticos ocorridos na igreja ou na sociedade, o povo de Deus se unia em jejum e oração, para implorar perdão e santa visitação da parte do Deus uno e trino, o criador soberano.

Portanto, vamos nos juntar em oração constante pela nossa nação. Separe um ou mais horários em sua rotina diária para orar. Converse com o seu pastor e considere dedicar uma parte nos cultos do(s) próximo(s) domingo(s) para confissão de pecados, quebrantamento e intercessão, suplicando para que Deus visite com seu Espírito Santo sua igreja, a cruz de Cristo Jesus seja magnificada, e graça e misericórdia sejam concedidas ao povo brasileiro.

Oremos sem cessar!

“E Abraão continuou: Não se ire o Senhor, pois falarei só mais esta vez. E se achares ali dez [justos]? O SENHOR concordou: Não […] destruirei [a cidade] por causa dos dez [justos].” (Gn 18.32)

“Se eu fechar o céu para que não chova, ou se ordenar aos gafanhotos que devorem a terra, ou se enviar a praga entre o meu povo; e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar e buscar a minha presença, e se desviar dos seus maus caminhos, então ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra. Os meus olhos estarão abertos e os meus ouvidos atentos à oração que se fizer neste lugar.” (2Cr 7.13-15)

“Antes de tudo, exorto que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e serena, em toda piedade e honestidade.” (1Tm 2.1-2)

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OLIMPÍADAS 2016: DESAFIOS PARA O BRASIL, OPORTUNIDADE PARA A IGREJA.

Originalmente, os Jogos Olímpicos foram realizados em Olímpia, na Grécia, do século VIII a.C. ao século IV d.C., quando foram proibidos pelo imperador cristão Teodósio I, por suas conexões com o paganismo. Na era moderna, a primeira Olimpíada aconteceu em 1896, em Atenas. E desde então, tem ocorrido a cada quatro anos, com atletas de centenas de países se reunindo num país sede para disputarem muitas modalidades esportivas.

Neste ano, o evento será realizado na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil – país convulsionado por grave crise social, política e econômica. Mas este evento oferecerá uma “uma porta grande e eficaz” (1Co 16.9) para os evangélicos brasileiros testemunharem da graça livre de Deus, da morte e ressurreição de Cristo Jesus por pecadores e da obra convencedora e renovadora do Espírito Santo.

 Falta de estrutura

Uma das maiores reclamações sobre a realização das Olimpíadas no Rio de Janeiro é que o município não tem infraestrutura para atender à população, tampouco às equipes olímpicas e atletas: o trânsito é caótico, e a localização das competições é toda espalhada pela complicada geografia do município, o que gera um pesadelo logístico. Para melhorar a mobilidade durante as Olimpíadas, o prefeito da cidade poderá decretar feriados e pontos facultativos sempre que necessário. Com essa intenção também, as escolas mudaram as férias de inverno de julho para agosto.

Para tornar a situação mais dramática, o município do Rio de Janeiro experimenta colapso em sua infraestrutura: sistema de saúde, com epidemia de doenças e infestação de mosquitos; financeiro, que acarreta atraso de salários e falência na prestação de serviços públicos básicos; de segurança, com níveis de violência subindo assustadoramente a índices comparáveis a países em guerra. Mesmo a celebrada beleza natural do Rio pode ser relativizada, pois faz agudo contraste com a favelização da cidade, resultado de políticas populistas, e que devastou grande parte de sua área verde, tornando-a a “Cidade maravilha / purgatório da beleza / e do caos / (…) Capital (…) / do melhor e do pior / do Brasil”, como dizia um popular rock brasileiro de 1992.

Garantiu-se por parte das autoridades a limpeza da Baía de Guanabara, mas foram promessas vãs. No lugar em que a pira olímpica será instalada, “uma galeria de águas pluviais lança um líquido escuro e pedaços de fezes na Baía de Guanabara”, segundo o jornal O Globo. O Washington Post resumiu os problemas de poluição e sujeira que o governo municipal não conseguiu resolver: “São os Jogos Olímpicos da sujeira”.

Segurança

Nos Jogos Olímpicos da Antiguidade, os arautos anunciavam uma “trégua sagrada”, que proibia a guerra durante o período dos jogos, o que visava proteger os espectadores e atletas durante vinda, estadia e regresso. Mas, num país onde ocorrem cerca de 50.000 assassinatos por ano, o pavor com o terrorismo parece ter chegado ao Brasil. Onze brasileiros convertidos ao Islã foram presos pela Polícia Federal em julho, sob a acusação de conspiração para realizar ataques terroristas no Brasil. Ao mesmo tempo, o terrorista sírio Jihad Ahmad Diyab, que estava preso em Guantánamo, Cuba, e que foi libertado e estava refugiado no Uruguai, desapareceu após cruzar a fronteira com o Brasil, gerando inquietação entre as forças de segurança.

No final de julho, multiplicaram-se as denúncias de possíveis ataques terroristas. No domingo 24 de julho, no aeroporto de Vitória, no estado do Espírito Santo, e em uma quadra residencial de Brasília, a capital do país, o esquadrão antibombas foi acionado por conta de “objetos estranhos”. Neste mesmo dia, um homem ameaçou “explodir” um centro universitário em Salvador, Bahia, onde seria realizada uma prova de admissão de advogados em sua Ordem.

Noticiou-se as vicissitudes enfrentadas pela Força de Segurança Nacional, um tipo de milícia subordinada diretamente ao governo federal, escalada para ajudar na segurança das Olimpíadas. Membros desta unidade reclamaram de condições precárias de alojamento e atraso no pagamento de diárias. E bombeiros, policiais civis e militares ameaçam fazer greves e manifestações, que, por sinal, vêm acontecendo em pequena escala. Correu o mundo a foto de policiais protestando no saguão do aeroporto internacional do Rio de Janeiro com o cartaz: “Bem vindos ao inferno”.

Mas o aparato de segurança mobilizado pelo governo federal impressiona. Haverá 88 mil militares escalados para proporcionar tranquilidade aos Jogos. Serão utilizados para operações de patrulhamento 12 navios, 1.169 carros, jipes e caminhões, 70 veículos blindados, 28 helicópteros, 48 embarcações de pequeno ou médio porte e 174 motocicletas. Este é considerado o maior esquema de segurança já montado na história da cidade.

Ainda assim, muito provavelmente por causa da insegurança, o número de chefes de Estado que comparecerão à abertura da Olimpíada deve ser pelo menos 30% menor do que o registrado em Londres, em 2012.

 Problemas econômicos

Após as declarações do prefeito do Rio de Janeiro, em 15 de julho, sobre a “terrível situação” da segurança na cidade, 20 mil ingressos para a Olimpíada foram devolvidos. Os americanos são maioria entre os que desistiram de vir ao Brasil. Para amenizar o prejuízo econômico, a prefeitura do Rio anunciou que vai comprar e distribuir 500 mil ingressos dos Jogos Paralímpicos e 47 mil dos Jogos Olímpicos. Esta será uma “ajuda” do prefeito paga pelo contribuinte. E como um jornalista escreveu, “em função do cancelamento de alguns patrocínios, da menor venda de ingressos e do aumento dos gastos, o rombo do comitê olímpico deve chegar a quase 300 milhões de reais”.

Um dos principais jornais do país, ilustrando o alcance da corrupção, documentou que dos R$ 37,7 bilhões previstos para as obras das Olimpíadas, as empreiteiras envolvidas no escândalo de corrupção que devastou o principal partido esquerdista do país, o Partido dos Trabalhadores, vão embolsar R$ 27,5 bilhões. Ou seja, 73% do total.

O economista americano Andrew Zimbalist, especialista na avaliação dos dividendos de grandes eventos esportivos para os países que os sediam, concluiu três coisas sobre os Jogos: eles ajudaram a quebrar o Rio de Janeiro, o Brasil vai gastar o dobro do usual na sua realização e Dilma e Lula cometeram um “grande erro”. Como ele afirmou sobre a determinação dos esquerdistas de realizar a Copa e a Olimpíada, este “é o tipo de decisão que é tomada em ditaduras, como Rússia e China, que tentam fortalecer o Estado”.

O “mês do cachorro louco”

A situação política nacional também é motivo de tensão e apreensão, pois em 5 de agosto, quando haverá a abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro, o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) lerá seu parecer favorável ao afastamento definitivo da esquerdista Dilma Rousseff (PT), talvez a pior presidente que o país já teve. Os Jogos terminarão em 21 de agosto, quando o mandato de Dilma estará por um fio. Ao mesmo tempo, o ex-presidente Lula da Silva se tornou réu, entre outras, por obstrução de justiça.

 Grandes esperanças

Um dos grandes benefícios de uma cidade receber os Jogos Olímpicos está no legado que este evento deixa para a população.

Os investimentos realizados no Rio de Janeiro, principalmente em mobilidade urbana, construções de áreas esportivas, hotéis, espaços para turismo e melhorias no transporte e comunicação foram, ainda que com falhas, gigantescos, impressionantes, num momento em que o Estado declara “estado de calamidade pública”. A visibilidade internacional do Rio está sendo imensa e, se tudo correr bem, isso poderá trazer algum bem para as combalidas finanças da cidade, do Estado e do país.

A Copa do Mundo de Futebol de 2014, ocorrida no Brasil, foi um grande evento que enfrentou dificuldades similares e deu certo de um modo geral. E muito se deu pela capacidade dos brasileiros de driblar as dificuldades por meio do improviso e da criatividade, o famoso “jeitinho brasileiro” que tanto surpreende estrangeiros.

Mas, para aqueles conscientes do quadro mais amplo, as Olimpíadas serão disputadas sob um cenário de temor, revolta ou indiferença, o que eclipsa para muitos brasileiros a beleza dos jogos.

Grande oportunidade para a igreja evangélica

Sob outra perspectiva, esta é uma oportunidade única para a igreja evangélica brasileira alcançar as nações em seu próprio solo. Diversas igrejas e vários ministérios para-eclesiásticos realizarão programas evangelísticos durante a copa. Um, em destaque, é o projeto Vidas em Jogo, parceria realizada entre o Ministério Fiel, o Ministério Ligonier e algumas igrejas do Rio de Janeiro, que visa distribuir gratuitamente publicações em português, inglês, espanhol, chinês, francês e árabe. Serão mais de 300.000 livros e 350.000 e-books do lançamento Corrida da Fé, escrito por R. C. Sproul, bem como do livro Quem é Jesus Cristo?, de Greg Gilbert, ligado ao ministério 9Marks.

Leonardo Sahium, pastor da Igreja Presbiteriana da Gávea, no Rio de Janeiro, que está ativamente envolvida neste esforço evangelístico, disse: “Para nós como Igreja de Jesus Cristo, os Jogos Olímpicos em nossa cidade são uma grande oportunidade de levar o evangelho de Jesus Cristo a mais de 200 nações que estarão representadas através de seus atletas, comissão técnica, jornalistas e turistas que virão para acompanhar e torcer por sua pátria. Teremos acesso a pessoas que vivem em países completamente fechados para a pregação da Palavra de Deus. Pessoas que nunca ouviram sobre Jesus Cristo poderão receber de nossas mãos a mensagem libertadora do evangelho”.

Um aspecto especialmente encorajador desse tipo de iniciativa é a oportunidade de ensinar a igreja sobretudo sobre a importância da evangelização e de envolver os membros da igreja nesta obra. Além disso, o envolvimento de igrejas cristãs de tradições diferentes que se envolverão nesta grande obra de distribuição de literatura e testemunho a respeito da centralidade da cruz de Jesus Cristo fortalece o senso de unidade entre o povo de Deus, contribuindo também para a expansão de seu Reino – e isso num momento-chave da história do Brasil.

Sahium continua, descrevendo os preparativos para este esforço evangelístico: “É muito bonito ver a mobilização de várias igrejas, de diferentes denominações e missões se tornando um só, no esforço de levar o evangelho aos povos que estarão em nossa cidade. Estaremos distribuindo o Evangelho nos trens, barcos, ônibus, ruas, praças e pontos turísticos. Temos pessoas prontas para compartilhar de Cristo, dentro dos lugares de competições. Agradecemos a Deus pelo apoio de igrejas irmãs e missões de outros países que estão nos ajudando com suas orações, pessoas e apoio financeiro, produzindo assim uma soma de esforços que multiplicarão os resultados evangelizadores para glória de Deus. Este será nosso legado, uma igreja unida em prol da evangelização, levando a mensagem de Jesus Cristo a todas as nações que estarão em nossa cidade. A Deus toda glória!”

A isso podemos dizer com muita alegria: Amém!

 

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MEMORIZAÇÃO BÍBLICA

Quem estuda no Seminário Martin Bucer precisa memorizar trechos bíblicos a cada bimestre. Essa é uma prática da sede na Alemanha, exigida em todas extensões do SMB. Diego Venancio, aluno do seminário, musicalizou o texto de Romanos 5.1-11, que é um dos textos exigidos para o 2º ano do curso. Ele usou a versão Almeida Séc. 21, da Vida Nova. Estamos muito felizes com essa iniciativa e agradecidos a Deus pelo dom dado ao Diego. E que venham mais canções!

NOVE MARCAS DE UMA IGREJA SAUDÁVEL

Nestas últimas décadas, uma característica marcante da história da igreja no Brasil é a impressionante proliferação de manuais de crescimento de igreja. Muitos e diferentes modelos possíveis são sugeridos, com a promessa implícita de que, uma vez posto em prática, a igreja crescerá. Parodiando um dito já famoso, se os pastores se dedicassem integralmente à leitura desses materiais, pouco tempo lhes restaria para edificar a igreja.

O que tem acontecido é, em alguma medida, uma aplicação da velha heresia pelagiana à doutrina da igreja. Absorvendo acriticamente a suposição da bondade intrínseca do homem, age-se na confiança de que certo método de crescimento, uma vez posto em prática, pode fazer a igreja crescer e se tornar relevante. Ainda que se suplique pela vinda do Espírito, este, aparentemente, não desempenha um papel central. Isso parece não somente a capitulação a uma heresia, mas também uma rendição à modernidade, à presunção de que devoção e igreja podem crescer ou ganhar forma por meio de processos mecânicos de aplicação supostamente universal.

É desnecessário dizer que, no processo de implementação desses modelos, não raro as igrejas deixam de ser igreja, e os pastores deixam de ser pastores. É difícil resistir à conclusão de que, enquanto os pastores começam a se portar como “burocratas eclesiásticos” — citando a perceptiva afirmação de Peter Berger — os membros são vistos apenas como funcionários, que só têm importância se servirem à estrutura organizativa. Esses deixam de ser vistos como pessoas (com nome, história e dilemas) que se reúnem para adorar e serem cuidadas e passam a ser vistos de forma impessoal, como “indivíduos” que só têm utilidade à hierarquia eclesiástica na medida em que cooperam para o crescimento da igreja ou servem em sua estrutura.

Esta nova série de Vida Nova está na direção oposta da esmagadora maioria desses manuais. Aliás, “manual” é o que o leitor não encontrará nesses livros. O que os autores mostrarão, a partir das Escrituras, é que a igreja contemporânea necessita não de descobrir outro método novo, e sim de redescobrir as marcas que caracterizam uma igreja saudável, que cresça para a glória de Deus. Já que esses livros não são manuais, não espere encontrar neles uma resposta à recorrente pergunta: “Como posso praticar isso em minha igreja”? É isso que os manuais pretendem responder. O que você encontrará nessas obras não são um receituário metodológico, e sim uma exposição bíblica e prática das marcas que caracterizam uma igreja genuinamente saudável. Os autores argumentam que implementar estas nove marcas bíblicas exigem compromisso. Por isso, estes são livros para serem lidos com atenção e meditação, pregadas e ensinadas à igreja, de tal modo que elas sirvam como balizas para o ministério e vida da igreja.

Podem ser adquiridos diretamente com Vida Nova ou nas boas livrarias:https://vidanova.com.br/search…

NOVE MARCAS

O DIA D E O “JÁ” E O “AINDA NÃO”.

Hoje comemora-se os 72 anos de uma das batalhas decisivas da Segunda Guerra Mundial: em 6 de junho de 1944, os exércitos dos Estados Unidos, Inglaterra, Canadá e outros aliados ocidentais desembarcaram nas praias da região da Normandia, na França, numa das ações militares mais significativas daquele conflito, para libertar aquele país da cruel ocupação alemã.

O tempo da igreja é caracterizado pela tensão entre o “já cumprido” e o “ainda não concluído”. Para explicar este aspecto do ensino bíblico, o teólogo luterano Oscar Cullmann usou como metáfora esta batalha decisiva da Segunda Guerra. A invasão da Europa aconteceu em 6 de junho de 1944, no Dia D. Nas praias da Normandia foi travada a batalha decisiva, ainda que o Dia V, o dia da vitória final na Europa, somente tenha ocorrido depois, em 8 de maio de 1945, com a capitulação alemã. Nosso Dia D já ocorreu na morte e ressurreição de Cristo, e agora esperamos o dia da vinda de Cristo, o Dia V, o Dia da Vitória, quando o inimigo será derrotado total e finalmente.

Dois filmes sobre esta batalha: O mais longo dos dias (1962) e O resgate do soldado Ryan (1998).

Três livros para quem quiser ler mais sobre o Dia D: Stephen E. Ambrose, O Dia D: 6 de junho de 1944 (Rio de Janeiro: Bertrand Brasil 2005); Antony Beevor, Dia D (Rio de Janeiro: Record, 2010); Cornelius Ryan, O mais longo dos dias (Porto Alegre: L&PM, 2013).

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[Foto tirada em Utah Beach, Normandia, França, em 2014]

A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO DE CONFISSÃO

Nossos pais espirituais, no passado, em momentos críticos, ajuntavam o povo de Deus para se unir em jejum e oração, para implorar perdão e santa visitação da parte do Deus uno e trino, o criador soberano.

Portanto, considerem incluir em suas ordens de culto ou liturgias, neste domingo, um momento de confissão de pecados, quebrantamento e intercessão, para que Deus visite com seu Espírito Santo sua igreja, a cruz de Cristo Jesus seja magnificada, e graça e misericórdia seja concedida ao povo brasileiro.

“E Abraão continuou: Não se ire o Senhor, pois falarei só mais esta vez. E se achares ali dez [justos]? O SENHOR concordou: Não a destruirei [a cidade] por causa dos dez.” (Gn 18.32)

“Se eu fechar o céu para que não chova, ou se ordenar aos gafanhotos que devorem a terra, ou se enviar a praga entre o meu povo; e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar e buscar a minha presença, e se desviar dos seus maus caminhos, então ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra. Os meus olhos estarão abertos e os meus ouvidos atentos à oração que se fizer neste lugar.” (2Cr 7.13-15)

“Portanto, confessai vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros para serdes curados. A súplica de um justo é muito eficaz.” (Tg 5.16)

[Imagem: Betende Hände, Albrecht Dürer, c. 1508.]

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