O DEVER DE RELEMBRAR O HOLOCAUSTO: “TESTAMENTO”

Durante a II Guerra Mundial, cerca de 6 milhões de judeus foram assassinados pelo regime nacional-socialista alemão em campos de extermínio (Vernichtungslager) espalhados sobretudo no leste europeu, construídos especificamente para a matança organizada – e que devem ser distinguidos dos campos de concentração (Konzentrationslager).

A história de “Testamento” começa em 1936 e segue até 1945, cobrindo a ascensão política do nacional-socialismo na Alemanha, passando pelo recrudescimento do antissemitismo, a invasão da Polônia e, finalmente, o extermínio sistematizado dos judeus. E este é o pano de fundo para se recontar a juventude de Magneto, antes da manifestação de seus poderes mutantes e dele se tornar o maior vilão dos X-Men – uma origem bem diferente da retratada no primeiro filme dos X-Men (2000).

O garoto, de família judia vivendo na Alemanha, presenciou os horrores da Segunda Guerra Mundial e foi levado para o campo de extermínio de Auschwitz, onde trabalhou como Sonderkommando e viu milhares de prisioneiros serem dizimados – somente em Auschwitz foram mortos cerca de 1,1 milhão de judeus, poloneses e prisioneiros soviéticos.

O que torna esta história bem realista é que tudo o que acontece na história aconteceu realmente – há dezenas de referências a acontecimentos reais da II Guerra Mundial –, tirando a história de Max Eisenhardt (o verdadeiro nome de Magneto). “Testamento”, além de leitura obrigatória para os fãs dos X-Men, é excelente recurso para ensinar a estudantes do ensino médio e fundamental sobre os terrores que acompanham a ascensão de regimes populistas e totalitários, tais como o Holocausto.

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