O FIM DA CIDADE MARAVILHOSA

Tendo morado por 30 anos no Rio de Janeiro, é com melancolia que acompanho a decadência da cidade, sobretudo, mas também do Estado.

Hoje, Francisco Dornelles (PP-RJ), governador interino do Rio de Janeiro, decretou “estado de calamidade pública no âmbito financeiro”, por temer o “total colapso na segurança pública, na saúde, na educação, na mobilidade e na gestão ambiental”. E ainda de acordo com o governador, o Estado não tem como cumprir “as obrigações assumidas em decorrência da realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016”. Os gastos com as Olimpíadas chegam a cerca de R$ 40 bilhões. Agora, o país inteiro será chamado a pagar a conta da corrupção, incompetência e megalomania.

Se houvesse governantes responsáveis, eles teriam cancelado essa calamitosa olimpíada. E mandar Lula dar essa notícia ao Comitê Olímpico Internacional. Que ele dissesse que foi o PT que efetivou a quebradeira dos Estados e do país. Que o PT tem mania de grandeza e, inescrupulosamente, ambicionou a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Que o PT foi incompetente e não avaliou o impacto no país desses eventos, mas só viu os “benefícios” que o partido obteria através das obras das empreiteiras amigas e isso os seduziu. Como escreveu o economista Andrew Zimbalist, realizar os dois eventos “é o tipo de decisão que é tomada em ditaduras, como Rússia e China, que tentam fortalecer o Estado”.

Foi ganância! Falta de vergonha! Projeto partidário e pessoal de poder e de enriquecimento!

O Rio de Janeiro vendeu sua alma ao diabo bolivariano. Agora chegou a hora de pagar a conta.

PS: Não custa lembrar: a decadência do Rio de Janeiro foi acelerada em 1983, com a chegada do caudilho esquerdista Leonel Brizola (PDT), mentor de Dilma Rousseff, ao governo. E quando ele foi reeleito, em 1991, passou-se a ouvir pela cidade que Brizola havia se tornado, finalmente, o maior latifundiário do planeta: criava ovelhas no Uruguai, gado no Rio Grande do Sul e burros no Rio de Janeiro.

 O FIM DA CIDADE MARAVILHOSA