NOVE MARCAS DE UMA IGREJA SAUDÁVEL

Nestas últimas décadas, uma característica marcante da história da igreja no Brasil é a impressionante proliferação de manuais de crescimento de igreja. Muitos e diferentes modelos possíveis são sugeridos, com a promessa implícita de que, uma vez posto em prática, a igreja crescerá. Parodiando um dito já famoso, se os pastores se dedicassem integralmente à leitura desses materiais, pouco tempo lhes restaria para edificar a igreja.

O que tem acontecido é, em alguma medida, uma aplicação da velha heresia pelagiana à doutrina da igreja. Absorvendo acriticamente a suposição da bondade intrínseca do homem, age-se na confiança de que certo método de crescimento, uma vez posto em prática, pode fazer a igreja crescer e se tornar relevante. Ainda que se suplique pela vinda do Espírito, este, aparentemente, não desempenha um papel central. Isso parece não somente a capitulação a uma heresia, mas também uma rendição à modernidade, à presunção de que devoção e igreja podem crescer ou ganhar forma por meio de processos mecânicos de aplicação supostamente universal.

É desnecessário dizer que, no processo de implementação desses modelos, não raro as igrejas deixam de ser igreja, e os pastores deixam de ser pastores. É difícil resistir à conclusão de que, enquanto os pastores começam a se portar como “burocratas eclesiásticos” — citando a perceptiva afirmação de Peter Berger — os membros são vistos apenas como funcionários, que só têm importância se servirem à estrutura organizativa. Esses deixam de ser vistos como pessoas (com nome, história e dilemas) que se reúnem para adorar e serem cuidadas e passam a ser vistos de forma impessoal, como “indivíduos” que só têm utilidade à hierarquia eclesiástica na medida em que cooperam para o crescimento da igreja ou servem em sua estrutura.

Esta nova série de Vida Nova está na direção oposta da esmagadora maioria desses manuais. Aliás, “manual” é o que o leitor não encontrará nesses livros. O que os autores mostrarão, a partir das Escrituras, é que a igreja contemporânea necessita não de descobrir outro método novo, e sim de redescobrir as marcas que caracterizam uma igreja saudável, que cresça para a glória de Deus. Já que esses livros não são manuais, não espere encontrar neles uma resposta à recorrente pergunta: “Como posso praticar isso em minha igreja”? É isso que os manuais pretendem responder. O que você encontrará nessas obras não são um receituário metodológico, e sim uma exposição bíblica e prática das marcas que caracterizam uma igreja genuinamente saudável. Os autores argumentam que implementar estas nove marcas bíblicas exigem compromisso. Por isso, estes são livros para serem lidos com atenção e meditação, pregadas e ensinadas à igreja, de tal modo que elas sirvam como balizas para o ministério e vida da igreja.

Podem ser adquiridos diretamente com Vida Nova ou nas boas livrarias:https://vidanova.com.br/search…

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