SOBRE O ATENTADO EM ORLANDO, FL

Resultado da noite de terror numa casa noturna em Orlando, Flórida: 49 mortos e 53 feridos.

Para a esquerda, o enfoque é: o maior ataque a tiros já ocorrido nos Estados Unidos. Não está sendo levado em conta que o atirador muçulmano tinha licença de porte de armas de fogo e ligou antes do massacre para um número de emergência, jurando lealdade ao Estado Islâmico, que – aliás – reivindicou a autoria do ataque, confirmando que foi realizado por um “combatente do Estado Islâmico”. Por que focar o debate na questão do desarmamento? Porque essa abordagem fortalece a democrata Hillary Clinton. De fato, é bem mais fácil comprar uma arma nos Estados Unidos do que no Brasil. Ainda assim, a taxa de homicídios naquele país está na casa de 5 por 100 mil habitantes, enquanto no Brasil a taxa é de 26 por 100 mil.

Para a direita, o enfoque é: mais um exemplo terrível da ameaça do terrorismo islâmico. Por que? Porque considera urgente medidas mais severas de combate ao terrorismo islâmico. Com esse enfoque, é o republicano Donald Trump quem sai fortalecido.

A imprensa no Brasil, especialmente a Folha de São Paulo, a GloboNews e O Globo, claramente evitaram dar o segundo enfoque, não só por ser visceralmente contrária a qualquer agenda conservadora, mas também por se opor a Donald Trump. Mas, com isso, deixam-no dominar o discurso do combate ao terrorismo, o que revela a irresponsabilidade das esquerdas, de Obama e dos democratas – que já agiram assim, como quando o islamita Nidal Hasan assassinou 13 pessoas e feriu mais de 30 em Fort Hood, no Texas, em 5 de novembro de 2009.

Na França, proibições à aquisição de armamento não impediram assassinatos similares: no ataque ao jornal Charlie Hebdo, em 7 de janeiro de 2015, 12 pessoas foram mortas e 5 feridas gravemente; nos ataques de 13 de novembro de 2015 em Paris e Saint-Denis, pelo menos 130 pessoas foram assassinadas. Em ambos os casos, os ataques foram perpetrados por terroristas islamitas, armados com pistolas-metralhadoras Škorpion vz. 61, fuzis de assalto AK-74 & 47, pistolas Tokarev TT, granadas e explosivos.

Ontem um terrorista assassinou a facadas um policial e sua esposa, também policial, numa cidade perto de Paris, aos gritos de “Alá Akbar”. Será que Obama e Hillary também virão a público pedir o fim do comércio das facas?

SOBRE O ATENTADO DE ORLANDO