RESENHA: CUBA: MINHA REVOLUÇÃO

Graphic Novel com arte estonteante, baseada em fatos reais, emocionante, densa e aterradora.

Quando Fidel Castro toma a cidade de Havana em 1959, Sonya, uma jovem de classe média, se encanta com as promessas da Revolução Cubana. Uma estudante de medicina que quer ser pintora, ela junta-se à milícia e acaba presa entre o idealismo e a ideologia – por causa de uma série de medidas ditatoriais tomadas pelo governo comunista. O que é apresentado ao leitor é um quadro realista da situação cubana, do período que vai de 1958 a 1966.

A autora, a artista plástica Inverna Lockpez, abre o livro com uma nota: “Este livro é dedicado ao povo cubano onde estiver. O povo que não foi ouvido, que aguentou a penúria da economia, que anseia expressar-se por meio da arte sem temor do cárcere e que ainda luta pelo retorno da liberdade que uma vez teve.” Não custa lembrar que o total de mortos pelo regime comunista cubano está estimado entre 35 mil e 141 mil (1959-1987).

Ainda que a editora desaconselhe a leitura desta obra para menores de 18 anos, deveria ser obrigatória para alunos do ensino médio.

 CUBA MINHA REVOLUÇÃO