DOMINGO DE PÁSCOA NO ORIENTE MÉDIO

Ontem, domingo de Páscoa, quando os cristãos celebram a ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, ocorreu o que o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, chamou de “espantoso ato de terrorismo” no Paquistão, em Lahore, a segunda maior cidade do país. Um homem-bomba islamita matou 72 pessoas do lado de fora de um parque público. Outras 340 ficaram feridas. A maioria das vítimas eram mulheres e crianças. Corpos ainda estavam sendo retirados do local e os números podem subir nas próximas horas. Uma facção do Talibã assumiu a autoria do atentado e afirmou que o alvo era a minoria cristã do país, que é majoritariamente muçulmano. A facção talibã fez ameaças de realizar novos ataques terroristas.

Em 2003, quando os EUA invadiram o Iraque, havia no país cerca de 1,5 milhão de cristãos. Hoje há apenas alguns milhares. Alvo declarado do Estado Islâmico, a minoria cristã iraquiana encolhe a cada dia e celebrou a Páscoa com medo neste domingo na capital, Bagdá. Em 2014, os cristãos de Mossul foram forçados a fugir para a capital, quando o Exército Islâmico capturou a cidade. Os islamitas destruíram locais sagrados, alguns deles datados do início da fé cristã, e confiscaram bens. Os cristãos que ficaram em Mossul foram assassinados. Como o padre Muyessir al-Mukhalisi, um dos poucos a permanecer no país, afirmou: “Estamos ameaçados de extinção. É uma palavra dura, mas a cada dia estamos acabando. Nosso povo está emigrando”.

“Até quando, SENHOR? Tu te esquecerás de mim para sempre? Até quando esconderás o rosto de mim? Até quando relutarei dia após dia, com tristeza em meu coração? Até quando o meu inimigo se exaltará sobre mim? (…) Mas eu confio na tua misericórdia; meu coração se alegra na tua salvação.” (Sl 13.1-2, 5)

“Quando ele abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que haviam sido mortos por causa da palavra de Deus e do testemunho que deram. Eles clamaram em alta voz, dizendo: Ó Soberano, santo e verdadeiro, até quando aguardarás para julgar os que habitam sobre a terra e vingar o nosso sangue?” (Ap 6.9-10)

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