OS ESTERTORES DO PT

Impressionante a completa bagunça e esculhambação que o ocaso do principal partido esquerdista brasileiro, o PT, jogou o país.

Ao mesmo tempo em que o ex-presidente Lula negocia assumir um ministério, para fugir do juiz Sergio Moro e da Operação Lava Jato, Dilma precisa lidar com novas revelações de Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), que implica diretamente Aloízio Mercadante no escândalo da operação para comprar o silêncio de Delcídio, implicado no caso de Nestor Cerveró. Além disso, a própria presidente está sendo envolvida, acusada de participar de um encontro em Portugal com dois ministros do STF e o ministro da Justiça, para tratar da Lava Jato. Para tornar o ambiente mais explosivo, a delação de Pedro Correa (ex-PP-PE) foi assinada na semana passada, e espera homologação.

Estamos vendo os estertores do PT no poder. Como Arnaldo Jabor escreveu, “o que aconteceu com esse governo foi mais um equívoco na história das trapalhadas que a esquerda leninista comete sempre. Erraram com tanta obviedade, com tanto desprezo pelas evidências de perigo, que a única explicação é o desejo de serem flagrados”.

Mas, ao se aproximar das horas finais, os petistas dobram a aposta. No domingo histórico, 13 de março de 2016, uma data para não esquecer, em torno de 4 a 6 milhões de brasileiros foram às ruas dizer “não” à corrupção, “não” a Lula e “sim” ao impeachment de Dilma. O governo petista respondeu convidando para ser ministro o principal investigado do assalto aos cofres públicos patrocinado pelo PT na última década.

Tudo aponta para a queda do governo do PT, que será estrondosa, ruidosa, barulhenta. Oremos para que esta se dê sem violência. Mas esta queda está por uma questão de dias ou semanas. Pois, citando Carlos Alberto Di Franco, “a mentira se escancarou, a punição se aproxima, a estrela apagou”.

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