O RISCO DE CONFRONTO COM A MILITÂNCIA DO PT

As “manifestações” de correligionários do Partido dos Trabalhadores, numa sexta-feira em hora de expediente de trabalho, contra a condução coercitiva do ex-presidente Lula pela Polícia Federal, foram um patético espetáculo. Em meio a tais “atos” de apoio a Lula, oposicionistas foram agredidos com selvageria, profissionais da imprensa foram atacados e tiveram seus equipamentos destruídos, e a bandeira brasileira foi ultrajada.

Mas que ninguém se iluda. O PT e seus auxiliares de extrema-esquerda tentarão promover a desordem no país caso Lula seja preso, sejam derrotados no processo de impeachment, sejam removidos do poder pelo TSE, ou percam as eleições de 2018.

E o farão, como escreve Reinaldo Azevedo, por cinco motivos: “1) porque não respeitam a democracia e não a têm como um valor inegociável; 2) porque acreditam na função redentora da violência; 3) porque se consideram monopolistas da virtude; 4) porque querem esconder seus crimes; 5) porque o crime se tornou seu meio de vida”.

E quem irá para as ruas, como aconteceu no histórico 4 de março de 2016, serão as organizações que ajudaram a quebrar o país. Todas sustentadas pelo assistencialismo do Estado: benesses, benefícios, verbas, auxílios, “mensalões”, “petrolões”, contribuições sindicais, etc. E que, por isso, podem fazer manifestações em dias úteis, quando a esmagadora maioria da população está trabalhando.

Só que a sociedade não está dividida, como insistem em afirmar os grandes meios de comunicação. Como bem pontua Ruy Fabiano: “A militância do PT – ruidosa, agressiva, insensata – é numericamente inexpressiva. Não reflete nem de longe a sociedade brasileira. Consegue se fazer presente com agilidade, a qualquer dia ou hora, nos locais estratégicos, porque vive disso. Não trabalha em outra coisa. São profissionais do protesto”. E ele ainda destaca: “As pesquisas demonstram reiteradamente que a imensa maioria da população – na escala dos 90% – exige que as investigações se aprofundem e justiça seja feita com rigor, seja lá quem esteja em pauta: Lula, Dilma ou o mais obscuro lobista.”

Aqueles que intentam protestar pacificamente a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff e demonstrar apoio à Operação Lava Jato devem saber que não “há necessidade de que qualquer pessoa entre em confronto com a militância petista ou com qualquer um que tente defender Lula ou outros esquerdistas”, como bem colocou o editorialista da revista Sociedade Militar. Ao abordar o fato de que quartéis do Rio de Janeiro e São Paulo mantiveram-se em estado de prontidão na sexta-feira, prontos a apoiar as forças de segurança locais se estas não conseguissem manter a ordem, é afirmado pelo mesmo: “Alguém perguntou: ‘E se houver tumultos incontroláveis e Dilma proibir os comandantes de agir?’ Respondemos: ‘Isso dificilmente ocorreria. Mas, se assim for, a Presidente provavelmente será ignorada, pois a finalidade constitucional está acima de qualquer político’”.

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