EINSTEIN E A POSTURA DA IGREJA EVANGÉLICA

No Brasil a esquerda constituiu um estado dentro do estado; criou um governo dentro do governo; governou um outro país dentro deste país; expropriou a população dos bens do seu país – em síntese, no Brasil a esquerda usou a democracia para solapá-la.

Em 1934, Albert Einstein, provavelmente o maior cientista contemporâneo, foi entrevistado por um jornal americano, e disse o seguinte sobre os pastores da “igreja confessante” (Bekennende Kirche), que resistiu ao nazismo, na Alemanha:

Tendo sido sempre um fervoroso adepto da liberdade, dirigi minha atenção para as Universidades assim que a revolução eclodiu na Alemanha para constatar que elas se refugiaram no silêncio. Então voltei-me para os editores de renomados jornais, que se arvoravam fieis campeões da liberdade, embora ultimamente escreveram artigos amenos. Esses homens, bem como as Universidades, ficaram reduzidos ao silêncio em poucas semanas. Aí eu me dirigi aos autores individualmente, àqueles que se faziam passar por guias intelectuais da Alemanha e entre os quais se achavam muitos que com frequência tinham debatido a questão da liberdade e seu lugar na vida moderna. Eles são, por sua vez, muito idiotas. Somente a igreja se opôs à luta que Hitler empreendia contra a liberdade. Até então, eu não tinha nenhum interesse pela igreja, mas agora sinto grande admiração e estou bastante atraído por ela, que teve a coragem persistente de lutar em favor da verdade espiritual e da liberdade moral. Sinto-me obrigado a confessar que agora admiro aquilo que costumava considerar de pouco valor.

Diante da atual conjuntura social e política, o que escreverão no futuro de nós, pastores e professores de teologia?

HELMREICH, Ernst C. The German Churches under Hitler: Background, Struggle, and Epilogue. Detroit, MI: Wayne State University, 1979, p. 345, citado em: DOCKERY, David S. & GEORGE, Timothy. A grande tradição intelectual cristã: um guia de estudos. São Paulo: Cultura Cristã, 2015, 65.

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