O futuro da justificação

 

A doutrina da justificação pela fé é central para o cristianismo saudável. Martinho Lutero a redescobriu no século 16, o que abriu o caminho para a Reforma: “Essa é a verdade do evangelho. É também o principal artigo de toda a doutrina cristã, aquilo em que consiste toda a piedade”.

A Confissão de Augsburgo resumiu o ensino bíblico sobre a justificação desta forma: “Ensina-se também que não podemos alcançar remissão do pecado e justiça diante de Deus por mérito, obra e satisfação nossos, porém que recebemos remissão do pecado e nos tornamos justos diante de Deus pela graça, por causa de Cristo, mediante a fé, quando cremos que Cristo padeceu por nós e que por sua causa os pecados nos são perdoados e nos são dadas justiça e vida eterna. Pois Deus quer considerar e atribuir essa fé como justiça diante de si…”

Todos os documentos confessionais reformados (Confissão e catecismos de Westminister, Catecismo de Heidelberg, Confissão Belga) concordam e afirmam este ensino. Mas na atualidade, os defensores da Nova Perspectiva Paulina (E. P. Sanders, N. T. Wright, J. Dunn, R. Gundry) tratam-na em categorias relacionais, como sinônimo de “ser aceito por Deus” (como na NTLH/SBB).

Estas duas obras de John Piper publicadas por Tempo de Colheita são importantíssimas para não apenas uma compreensão bíblica do ensino da justificação, mas para uma defesa da mesma, à luz destas distorções. “O futuro da justificação” é uma resposta à N. T. Wright; “Justificados em Cristo” é uma explicação muito bem elaborada do ensino da imputação da justiça de Cristo àquele que crê. Estes dois livros são mais do que recomendados, pois, como Lutero afirmou, é esta doutrina “que, de fato, marca os cristãos verdadeiros”, pois “se o artigo da justificação perder-se, então se perde toda a doutrina cristã”.

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