O Brasil tem cura

Escrita pela jornalista do SBT, Rachel Sheherazade, esta obra é um depoimento sobre sua carreira e escolhas profissionais, mas é também um ensaio franco e honesto que ajuda o leitor a entender como chegamos até este momento de anomia.

O primeiro capítulo oferece um breve panorama histórico, buscando as origens da crise de integridade que assola nosso país. Como ela acertadamente afirma: “Nossa pátria foi construída sem um real senso de coletividade, tampouco alguma disposição ao sacrifício individual pela comunidade, pelo povo, pela nação” (p. 40). O segundo capítulo é um inventário dos problemas crônicos que assolam o país: violência, impunidade, injustiça, individualismo, ignorância, corrupção endêmica, perseguição religiosa (“cristofobia”), moral ambígua e comodismo crônico. E o último capítulo se propõe a apontar algumas direções: a transformação do indivíduo, das instituições e, como decorrência, do país.

A autora é evangélica, mas não usa linguagem cristã ou religiosa em sua obra, o que a torna altamente recomendada a todos aqueles preocupados com os rumos do Brasil. Rachel demonstra que o país só experimentará uma mudança significativa “se cada um, individualmente, realizar o que lhe cabe, dentro de suas possibilidades, limitações e aptidões (…). E, assim, fazendo cada um a sua parte, vamos mudando o todo. (…) Nós temos um país inteiro para transformar. E estamos apenas começando” (p. 133).

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