Grande Carta das Liberdades

COMEMORA-SE HOJE OS 800 ANOS DA ASSINATURA DA MAGNA CARTA, OU DA GRANDE CARTA DAS LIBERDADES

Trecho de entrevista concedida por Margaret Thatcher, em 1989, ao Le Monde, pouco antes da comemoração dos 200 anos da Revolução Francesa.

Le Monde: O que a senhora pensa da ideia segundo a qual os direitos do homem começaram com a Revolução Francesa?

Margaret Thatcher: Os direitos do homem não começaram com a Revolução Francesa. Eles remontam à tradição judaico-cristã que proclamou a importância do indivíduo e o caráter sagrado da pessoa humana e de certos direitos dos indivíduos que governo nenhum pode retirar-lhes. Nós tivemos em seguida a Magna Carta, em 1215, e a nossa Revolução Gloriosa de 1688, quando o Parlamento impôs a sua vontade à monarquia. Aliás, nós celebramos, mas discretamente, esse acontecimento no ano passado. Decerto não foi uma revolução, mas uma mudança dentro da calma, sem banho de sangue. Liberdade, Igualdade, Fraternidade! É a fraternidade que faltou durante muito tempo. Só havia sete prisioneiros quando a Bastilha foi tomada… É inacreditável que tenha havido o Terror. Certos argumentos que foram utilizados na época, como o de que os contrarrevolucionários deveriam ser exterminados, soam familiares hoje. É a linguagem dos comunistas. E, depois, vocês tiveram Napoleão, um homem notável, do qual não se celebram suficientemente as inovações administrativas e jurídicas, e que tentou unificar a Europa pela força. Só nos livramos dele em 1815. Não, os direitos do homem não começaram na França. A Revolução foi uma virada fantástica, mas também um período de terror.

10413433_871686559571760_8996941499011691978_n