O legado de Rousseau

Jean-Jacques Rousseau, um dos principais ideólogos da Revolução Francesa, concebeu a ideia de que o homem vivia originalmente num “estado da natureza”, um tipo de paraíso na terra. E nele viveu em harmonia e paz até que teve a má ideia de criar a propriedade privada e se deixar levar pelo egoísmo. Para o filósofo suíço, foi a ordem social do “estado civil” que corrompeu o homem, e as doutrinas do pecado original e da salvação por meio da graça seriam uma das razões da corrupção da vida social. Apenas por meio de uma coletivização global e de um contrato social (baseado não na lei de Deus, mas na vontade do povo) poderiam combinar liberdade e governo justo.

A invencione rousseauniana faz estragos até hoje, até o presente momento; está na gênese de toda vigarice que solapa a responsabilidade individual, o Estado de Direito, a economia de mercado e a meritocracia, e que supõe ser a educação redentiva. A avaliação de Voltaire sobre o Rousseau foi precisa: “Ninguém jamais empregou tanta vivacidade em nos tornar novamente animais: pode-se querer andar com quatro patas, quando lemos vossa obra”.

Que falta faz à razão não crer em Cristo e não levar a sério as Escrituras!

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