Cristianismo e cultura clássica

Leitura obrigatória para compreender as relações entre a Igreja e o Estado nos primeiros séculos da era cristã.

“A história da cristandade greco-romana se reduz eminentemente a uma crítica desse empreendimento e das ideias sobre as quais ele se apoiava; ou seja, de que era possível atingir uma meta de segurança, paz e liberdade permanentes por meio da ação política, especialmente por meio da submissão à ‘virtude e fortuna’ de um líder político. Os cristãos denunciaram essa noção com vigor e consistência uniformes. Para eles, o Estado, longe de ser o instrumento supremo de emancipação e perfectibilidade humanas, era uma camisa de força a ser justificada, na melhor das hipóteses, como ‘um remédio para o pecado’. Pensar nele de outra forma seria considerada a mais grosseira superstição”. (Prefácio, p. 10)


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